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Como integrar HubSpot e Salesforce com o Make

Uma integração entre HubSpot e Salesforce pode manter contatos, leads, empresas ou negócios alinhados sem depender de cópias manuais. No Make, a forma mais segura de começar é escolher uma única direção de sincronização, definir uma chave de correspondência e testar cada escrita antes de adicionar o caminho inverso.

O exemplo deste guia observa contatos no HubSpot, procura o registro correspondente no Salesforce e decide entre criar ou atualizar. Os nomes exatos dos módulos, os objetos disponíveis e as permissões exigidas podem variar; confirme esses itens na documentação atual de cada aplicativo.

Preparação

Antes de montar o cenário:

  • escolha quais objetos serão sincronizados;
  • defina qual sistema será a origem de cada campo;
  • documente campos obrigatórios, tipos de dados e valores permitidos;
  • escolha um identificador estável, como um ID externo; use e-mail apenas quando ele for realmente único no seu processo;
  • confirme que as contas usadas nas conexões podem ler e gravar somente os objetos necessários;
  • se houver ambientes de teste, mantenha as conexões de teste separadas das conexões de produção.
  • Também decida como tratar exclusões, registros mesclados, campos vazios e alterações simultâneas. Sem essas regras, uma sincronização tecnicamente válida pode substituir dados corretos por valores incompletos.

    Estrutura recomendada do cenário

    O fluxo básico tem estas etapas:

  • um gatilho do HubSpot observa contatos novos ou alterados;
  • os dados são normalizados;
  • um módulo do Salesforce procura um registro correspondente;
  • um roteador separa registros novos de registros existentes;
  • o cenário cria ou atualiza o registro;
  • um manipulador de erros registra a falha e encaminha a revisão.
  • Comece com esse caminho simples. Só adicione empresas, negócios, atividades ou sincronização reversa depois que a identidade dos registros e o mapeamento principal estiverem estáveis.

    1. Criar as conexões

    Crie um cenário no Make e adicione o módulo do HubSpot adequado ao objeto escolhido. Ao criar a conexão, conceda apenas os escopos necessários para a leitura do gatilho e para qualquer ação posterior.

    Em seguida, adicione um módulo do Salesforce e crie a conexão correspondente. Confira com atenção se a conexão aponta para o ambiente correto. Uma autenticação bem-sucedida não garante que o cenário esteja usando a organização desejada.

    Se o conector ou a política da sua organização exigir uma configuração adicional de OAuth, siga a documentação oficial do HubSpot, do Salesforce e do aplicativo no Make. Não armazene chaves ou segredos no corpo do cenário.

    2. Configurar o gatilho do HubSpot

    Escolha o gatilho conforme o objeto e o tipo de mudança que precisam iniciar o fluxo. Por exemplo, um módulo de observação de contatos pode receber registros novos ou modificados, enquanto outro módulo pode acompanhar objetos de CRM.

    Restrinja o gatilho aos eventos relevantes. Se qualquer alteração de propriedade iniciar o cenário, mudanças sem relação com o Salesforce também poderão gerar pesquisas e escritas desnecessárias.

    Faça uma execução com Run once e inspecione o pacote de saída. Anote os nomes reais das propriedades que serão usados no mapeamento.

    3. Mapear e normalizar os campos

    No módulo do Salesforce, associe cada propriedade do HubSpot ao campo de destino correto. Revise especialmente:

  • datas e horários, incluindo fuso e formato;
  • números de telefone ou códigos que precisam continuar como texto;
  • listas de seleção, cujos valores devem existir no Salesforce;
  • campos obrigatórios sem equivalente na origem;
  • proprietários, equipes e outros IDs que exigem uma tabela de correspondência;
  • valores vazios, para que não apaguem dados válidos sem intenção.
  • Evite criar transformações implícitas. Quando um valor precisa ser convertido, deixe a regra visível no cenário e teste exemplos válidos, vazios e inválidos.

    4. Evitar registros duplicados

    Antes de gravar no Salesforce, procure o registro pela chave definida na preparação. Use o resultado para separar o fluxo:

  • se não houver correspondência, encaminhe para a criação;
  • se houver correspondência, use o ID encontrado para atualizar;
  • se houver várias correspondências, interrompa a escrita automática e envie o caso para revisão.
  • Quando o objeto tiver um campo de ID externo confiável, uma operação de atualização ou inserção pode simplificar a lógica. Ainda assim, valide o comportamento em um ambiente controlado e confirme como o Salesforce trata chaves ausentes ou repetidas.

    5. Tratar falhas

    Adicione um manipulador de erros aos módulos que escrevem no Salesforce. Registre pelo menos:

  • o identificador do registro de origem;
  • o módulo que falhou;
  • a mensagem retornada pela API;
  • o momento da execução;
  • a ação necessária para tentar novamente com segurança.
  • Uma notificação pode avisar a pessoa responsável, mas não deve expor dados sensíveis. Para erros que podem causar perda ou duplicação de registros, prefira interromper o pacote e revisar a causa antes de continuar.

    6. Testar antes da ativação

    Use dados controlados para testar estes casos:

  • contato novo;
  • contato já existente;
  • campo obrigatório ausente;
  • valor de lista não reconhecido;
  • alteração que não deveria iniciar a sincronização;
  • falha de autenticação ou permissão;
  • resultado de pesquisa com mais de uma correspondência.
  • Depois de cada execução, compare o registro do Salesforce com a origem no HubSpot e inspecione a saída de todos os módulos. Ative o agendamento somente quando os caminhos de criação, atualização e erro estiverem compreendidos.

    Adicionar a direção Salesforce para HubSpot

    Uma sincronização em duas direções deve usar um cenário complementar. Nesse segundo fluxo, observe as alterações no Salesforce, procure o registro correspondente no HubSpot e aplique as mesmas regras de validação.

    Implemente uma forma de impedir ciclos, como IDs externos persistidos, marcação da origem da última atualização ou filtros que ignorem alterações feitas pelo próprio cenário. Sem essa proteção, uma atualização pode voltar ao sistema de origem e iniciar execuções repetidas.

    Manutenção

    Revise o cenário quando um campo, objeto, permissão ou processo comercial mudar. Documente a propriedade de origem, o campo de destino e a transformação aplicada. Se o mapeamento for alterado, repita os testes controlados antes de liberar a nova versão.

    Para conferir o procedimento original e as opções atuais dos conectores, consulte o guia oficial de integração entre HubSpot e Salesforce.

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